terça-feira, agosto 12, 2008

Somos Uma República de Bananas: Dividas das Autarquias!!!


"As câmaras de Lisboa e Santarém foram as únicas a eliminar a totalidade do excesso de endividamento permitido em 2007, sendo ordenada a devolução à autarquia lisboeta de cerca de 350 mil euros retidos em 2006, escreve a Lusa.

A autarquia liderada por António Costa eliminou, em cem por cento, os 67,9 milhões de euros de excesso de endividamento. Por essa razão, o município liderado por António Costa irá receber 349,3 mil euros, que lhe tinham sido descontados nas transferências do Orçamento de Estado.

O despacho conjunto da Presidência do Conselho de Ministros e do Ministério das Finanças e da Administração Pública indicou ainda que os municípios de Castelo de Paiva, Guarda, Nazaré, Torres Novas, Trancoso, Vila Nova de Gaia e Vila Nova de Poiares reduziram em mais de 20 por cento o excesso de endividamento, cessando assim a redução de 10 por cento prevista nas transferências.

De uma lista de 19 municípios apenas a autarquia lisboeta tem já confirmada a devolução do montante retido, enquanto no caso da Câmara Municipal de Santarém, a devolução do montante correspondente aos 10 por cento das transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), retido no âmbito do limite de endividamento permitido pela lei do orçamento, está condicionada à prestação de esclarecimentos sobre as contas da autarquia.

Os municípios de Carrazeda de Ansiães, Fornos de Algodres, Mangualde, Mondim de Basto, Santa Comba Dão, São Pedro Sul e Vouzela mantiveram o excesso de endividamento e consequentemente serão mantidas as deduções mensais de 10 por cento do FEF.

O apuramento do endividamento líquido municipal relativo a 2007 apurou ainda que os municípios de Ansião, Lourinhã e Ourique reduziram entre 10 a 20 por cento o endividamento permitido.

Carrazeda de Ansiães foi o município cuja variação do excesso de endividamento líquido registou maior percentagem (375,5 por cento), enquanto que no médio e longo prazo foi Santa Comba Dão com 35 pontos percentuais de aumento do endividamento."
- Díario Digital de 12 de Agosto de 2008.

Pois é o maior usurpador de fundos públicos provenientes do suor dos nossos impostos, continuam a ser as autarquias, (boys, compadres, tachos, e corrupção com o sector da construção civil), umas das causas do nosso atraso ao nível de politicas económicas.
Aliado ao facto de quem comanda as autarquias endividadas, são autarcas de zonas deprimidas, e não conseguem atrair emprego e não conseguem reter a sangria de população jovem.
Assim, o nosso país pode continuar a sonhar com melhores dias, com esta classe politica, politica económica desastrosas e consequentemente aumento das desigualdades sociais, estaremos bem na cauda da Europa.

5 comentários:

sweepstake lotto disse...

i'm also into those things. care to give some advice?

JPCLEMENTE disse...

Concordo plenamente com a sua opinião. De facto os nossos políticos dos município mais pequenos continuam a alimentar o seu feudo e não se abrem para o exterior. Receiam tudo aquilo que venha a colocar em causa o poder instalado. Uma grande empresa que daria emprego a muita gente faria com que a base do seu domínio se perdesse. No momento de votar as pessoas votariam por um projecto e não em função do emprego que a autarquia lhe arranjou a si ou aos seus familiares.
A democracia torna-se assim muito relativa.
Cumprimentos

A. João Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
A. João Soares disse...

Caro Magno,
Onde foram as autarquias que acabaram com as dívidas buscar tanto dinheiro? Houve certamente um arranjo das contas por forma a dar saldo zero! Há quem peça dinheiro ao banco para pagar uma dívida ao mesmo banco!|!!
Realmente, as autarquias são uma empresa de emprego para os amigalhaços e os amigos destes. Basta pensar naquilo que levará um autarca a candidatar-se a um lugar de responsabilidade e que exigiria trabalho? Será por ter um projecto bom para a autarquia? Será para benefício da população? Será para bem de Portugal?
Há por aí fora cargos, alguns sem remuneração oficial, que são muito disputados? Porquê? As associações de bombeiros, por exemplo, não têm falta de gente que está disposta a fazer esse «grande sacrifício». Mas, frequentemente, mais cedo ou mais tarde, descobre-se o tal interesse oculto. As vezes resume-se à vaidade de falarem com os ministros que os visitam, ou com os juízes ou outra gente da Nomenklatura. Estes são os casos mais inofensivos!
Abraço
João

Jofre de Lima Monteiro Alves disse...

Somos sim senhor, uma verdadeira frepública das bananas, mas os portugueses andam a escorregar nas cascas de banana que estes gentios da política atiram para o passeio. De resto e em tudo concordo plenamente com o texto. Boa semana com tudo de bom!