terça-feira, março 31, 2009

Micro empresas =" Também somos gente!"




"O anúncio da aquisição foi feito esta tarde nas Caldas da Rainha pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates
O grupo Visabeira adquiriu por 300 mil euros 76 por cento do capital das Faianças Artísticas Rafael Bordalo Pinheiro, tendo injectado ainda mais 1,5 milhões de euros para aumento do seu capital social. Uma operação que permitirá viabilizar aquela empresa caldense mantendo os 172 postos de trabalho e que conta com a ajuda do Estado que disponibilizará à Visabeira uma linha de crédito de 2 milhões de euros.

O anúncio da aquisição foi feito esta tarde nas Caldas da Rainha pelo próprio primeiro-ministro, José Sócrates que, com o ministro da Economia, Manuel Pinho, referiu a importância desta pequena vitória contra a crise.

Sócrates disse que este dia representava um “começar de novo” para uma empresa que “tem orgulho na sua História, mas que quer trabalhar com os olhos postos do futuro”. Referindo a importância de se salvaguardar o património da empresa fundada em 1884 por Rafael Bordalo Pinheiro, referiu que “não estamos apenas a celebrar e a orgulharmo-nos do passado pois queremos transformar esta cerâmica numa empresa competitiva, que ganhe dinheiro e que crie riqueza para o país”.

O negócio agora concluído foi sugerido pelo próprio Governo à Visabeira quando esta se mostrou interessada em comprar a Vista Alegre, mas Paulo Varela, administrador do grupo sedeado em Viseu, diz que este não foi um negócio imposto por ninguém. “A Bordalo Pinheiro não é uma condição imposta no pacote da Vista Alegre. Necessitamos de dimensão e de massa crítica neste sector e se a opção não fizesse sentido em termos de rentabilidade económica, não a teríamos tomado”, disse.

Papel de Vera Jardim decisivo

Decisivo no papel de mediador entre o governo, a Visabeira e a administração e trabalhadores da fábrica, foi Vera Jardim que é sócio minoritário da Bordalo Pinheiro (possuía uma quota de 1,6 por cento que ficou agora ainda mais reduzida) e cuja actuação foi elogiada por todos.

Nas várias intervenções, que tiveram lugar numa sala da empresa decorada com peças bordalianas, nem o administrador da Visabeira, nem Pinho, nem Sócrates referiram que o número de trabalhadores da empresa se manteria, uma promessa que só seria proferida por Paulo Varela quando questionado pelos jornalistas.

Carlos Elias, representante dos trabalhadores da empresa prometeu aos novos patrões o empenhamento seu e dos seus colegas, mas lembrou que “hoje é dia 31 de Março”, numa alusão aos salários deste mês ainda não pagos.

Durante as intervenções Sócrates e Manuel Pinho, em perfeita sintonia, repetiram várias vezes que há duas maneiras de encarar a crise: uma através de um discurso “lamechas” de “descrição negativa da crise” e outro em que as pessoas se empenham na procuram de soluções." - Público on line de 31 de Março de 2009.

Parece que desta vez, evitou - se o pior no entanto, ao longo deste tempo são inúmeras as empresas em Portugal que têm fechado, e posto na rua os seus empregados.
Se no caso desta empresa, dá o entender que existe uma certa pressão social e histórica que condicionou a acção do governo a intervir e a arranjar um investidor que se interessa - se pela firma.
Noutras empresas do país, o mesmo não foi feito, senão vejamos, Lee em Portalegre, mais uma multinacional que se pôs ao fresco, a Opel na Azambuja, para não falar da Citroen em Mangualde, Delphi na Guarda e agora a próxima é a Quimonda que tudo da União Europeia comeu e nada nos ofereceu.....
Agora vejamos se eu for abrir uma empresa nacional, que tipo de apoios a fundo perdido tenho, sim a fundo perdido não aquelas obrigações fiscais me atrofiam logo no inicio de actividade: renda, luz, água, material etc.
Se tiver empregados, junta - se mais um conjunto de panoplias, que daí concordo, no entanto que tipos de apoio recebo??????
Ao fim do primeiro ano de isenção, se as coisas correrem bem ou mal, lá tenho, para além da renda, água a PREÇO DE EMPRESA (PARECE QUE A AUTOEUROPA EM PALMELA, QUEM LHE PAGA ESTE SERVIÇO É A CÂMARA), luz pertencente à empresa monopolista EDP, o IVA, caso não o apresente ou não o pague levas com uma execução fiscal, a segurança social, e os seguros obrigatórios exigidos por lei, mais o combustível, despesas com funcionários e matéria prima etc.
Agora pergunto, sem eu possuir uma multinacional será que pago estes encargos todos, ou o Estado só abre as pernas a este investimento????
Que tipo de impacto negativo têm o encerramento de uma multinacional em relação a uma micro - empresa Made in Portugal???
Fica aqui o repto será justo uns comerem tudo, e os tugas não comerem nada???
E a formação profissional será que só as multinacionais usufruem dessa componente fundamental, que impacto esta pode ter nas micro empresas se for aplicado de igual modo.
Será que o futuro da nossa economia não deverá ser o que nos destinge pela qualidade, inovação, preservação ambiental, muito que uma micro empresa pode representar no futuro económico do nosso país de uma forma mais próxima humana e social na região onde se encontra???
A meu ver o nosso futuro deve acentuar numa economia próxima dos consumidores, com acesso a crédito para inovar, e criar riqueza, no entanto cabe ao Estado tratar da mesma forma um investimento pequeno de um grande proveniente do estrangeiro, É PRECISO EXISTIR VONTADE POLITICA....

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